Antes de qualquer conserto de tela, faça um teste de dois minutos: ligue o notebook num monitor externo. Se a imagem externa estiver perfeita, o problema está na tela ou no cabo dela; se o defeito aparecer também lá fora, a causa é a placa de vídeo.

Esse teste separa um conserto barato de um caro. Este guia mostra o que cada tipo de mancha ou listra costuma significar e o que dá para resolver.

O teste que separa tudo: o monitor externo

É o passo mais importante, e o mais barato. Conecte o notebook a um monitor ou TV por HDMI e veja a imagem na tela de fora.

Se lá aparece tudo normal, o defeito está isolado na tela do notebook ou no cabo que a liga à placa. Se o mesmo problema aparece no monitor externo, a origem é a placa de vídeo ou a saída de vídeo da placa-mãe.

Com esse único teste, você já sabe se o conserto é na tela (mais comum e mais barato) ou na parte de vídeo (mais séria).

Listras que somem quando você mexe

Preste atenção no comportamento das listras, porque ele denuncia a causa.

Listras que aparecem e somem ao mover a tela, ou ao abrir e fechar a tampa, quase sempre são o cabo flat, aquele que liga o painel à placa passando pela dobradiça. Dobras repetidas ali soltam ou danificam o contato.

Essa é a melhor das notícias possíveis: o cabo flat é uma peça barata, bem mais fácil de trocar do que a tela inteira.

Listras fixas e manchas: dano no painel

Listras constantes, que ficam iguais mesmo sem mexer na tela, apontam para dano no próprio painel LCD, geralmente por pressão ou impacto.

Manchas escuras localizadas costumam ter a mesma origem física: uma pressão sobre a tela, como transportar o notebook com um objeto sobre o teclado ao fechar a tampa.

Nesses casos, o painel em si está comprometido, e o caminho é substituir a tela.

tela de notebook com defeito de imagem
Foto: Beyzanur K. no Pexels

Pixels queimados são diferentes

Um pixel queimado é um pontinho fixo, sempre da mesma cor (preto, branco ou colorido), que não muda com a imagem.

É um defeito do próprio painel e não tem conserto: um ou outro ponto perdido convive-se com ele; muitos pontos ou manchas crescendo pedem troca da tela.

Não confunda com sujeira na tela, que sai limpando de leve com pano de microfibra seco.

Quando a causa é a placa de vídeo

Se o teste do monitor externo mostrou o mesmo defeito lá fora, a tela do notebook está boa. O problema é a parte de vídeo.

Pode ser a placa de vídeo dedicada, a saída de vídeo integrada à placa-mãe, ou um driver com falha. Vale primeiro atualizar o driver de vídeo pelo site do fabricante da peça, porque às vezes o defeito é só de software.

Se, mesmo com o driver em dia, o defeito segue nos dois monitores, a causa é de hardware, e o assunto passa a ser a placa, como em placa-mãe com defeito.

O que dá reparo e o que só troca

Juntando tudo, o conserto depende do que o diagnóstico apontou:

  • Listra que some ao mexer: provável cabo flat, peça barata de trocar.
  • Listra fixa, mancha por pressão ou muitos pixels queimados: troca do painel (a tela).
  • Defeito que aparece também no monitor externo: parte de vídeo, começando por atualizar o driver.

O monitor externo decide

De todo este guia, o passo que você não pode pular é o monitor externo. Ele responde, de graça e em minutos, a pergunta que muda todo o orçamento: o problema é a tela ou é o vídeo?

Com essa resposta, você chega à assistência sabendo o que pedir, e fica muito mais difícil pagar por um conserto que não era o necessário.

E, no melhor cenário, descobre que era só o cabo flat ou um driver, os finais mais baratos dessa história.